A Graci pediu e aqui está um novo post. (Graci só para explicar minha demora, essa é uma “qualidade” do homens, preguiça, digo, ter muito trabalho, tinha muita coisa para fazer e por isso não consegui postar nada) mas, aproveitando que eu ia responder um posto do HCR, resolvi não responde-lo e posta-lo aqui.
No post do HCR (Blog (www.mexendonabolsa.blogspot.com.br) ele falou sobre o preconceito que ainda existe para a classe homossexual principalmente no que se diz respeito à profissão. Não sei por que, mas lembrei daquele episodio da família dinossauro onde o Bob (o filho mais velho do Dino) foi ao Mago do Trabalho para saber o que ele iria fazer o resto da vida (era assim que os Dinossauros conseguiam emprego). E se fosse um dinossauro gay? Ele iria dizer: ”Nome? - Orientação sexual? – Você é Gayssauro? – Então sua profissão é cabeleireiro! – Próximo!”
Na verdade o que eu queria dizer não é bem sobre o preconceito que o HCR comenta. Mas sobre uma frase que me chamou a atenção, fiquei possesso sobre um acontecimento passado, e queria falar sobre, mas não tinha um gancho, e essa frase veio a calhar. O Mr. HCR disse “Minha sexualidade não me define. Tenho nome, tenho atributos, tenho defeitos, tenho família, amigos, tenho tudo o que um ser humano pode ter. Só me falta às vezes ser tratado como alguém que tenha tudo isso.”
Mr. Acho que o preconceito sempre vai existir, pois os próprios homossexuais são preconceituosos. Eu sei que não são todas as pessoas que pensam igual a mim. Tudo o que você falou ali sobre ver as qualidades das pessoas e não a sua orientação sexual, e devo acrescentar cor, sexo, classe social, etc. É o que eu tento fazer todos os dias. E trato meus amigos dessa classe excluída da mesma forma, não por obrigação sociocultural mas por que sou assim, não vejo diferença entre zeladoras e professoras (trazendo para o meu cotidiano) nem de bibliotecárias para pró-diretores ou gays e heteros, cada um traz sua contribuição para humanidade, e deve ser respeitado, com suas qualidades e defeitos. Talvez esse seja o meu defeito, ver o lado bom das pessoas, e por isso me complicar as vezes. Porque comentei isso? Somente porque tratei um gay da forma como você descreveu, e por fazer isso, fui considerado gay e boatos foram espalhados para os quatro cantos (do mundo redondo) que eu era gay. Simplesmente por tratar um gay como humano, como eu trato qualquer pessoa. Não Mr. HCR, não foi um hetero que me viu conversando com esse gay e espalhou isso, foi o próprio gay em questão, segundo os boatos, o mesmo disse: “Ele conversa com a gente, nos trata bem, ele não nos xinga, se fazemos piadas, ele ri, ele é gay” entre outras coisas, que não compensa comentar aqui. Acho que ele pensa ao contrario de você, acho que ele prefere ser tratado como uma praga, algo que deva ser eliminado, o que ele esperava de mim? Um murro na boca e piadas com palavras ofensivas? Talvez isso na visão dele seria o suficiente para me classificar “Esse sim é homem!”.
Então MR. HCR faço votos que o seu sonho se realize, só vou tentar melhorar um pouco a sua frase “seres humanos tem que ser tratados como seres humanos” não somente às vezes. Mas se alguns querem ser tratados como lixos talvez eles devessem ser tratados como tal.
Mas, como disse Martin Luther King
"A covardia coloca a questão, `É seguro?´ O comodismo coloca a questão, `É popular?´ Mas a consciência coloca a questão, `É correto?´ E chega uma altura em que temos de tomar uma posição que não é segura, não é elegante, não é popular, mas o temos de fazer porque a nossa consciência nos diz que é essa a atitude correta"

Nossa Cleverson, que profundo vc.
ResponderExcluirEu sei o que é isso, pois trato as pessoas independente da opção sexual e, por isso, fui considerada lésbica também. Ah, tb disseram que eu era homo porque nunca me viram com meninos...hahaha, vai entender.
Para ser mulher tenho que pegar meninos na frente de todo mundo e maltratar os homossexuais??? E viva o nosso mundão!!!
Eu prefiro ignorar esses comentários, sou a favor do amor e do respeito, fora preconceito.